Poeta, Poetinha...
Ontem assisti o documentário Vinicius.Simplesmente um Gênio.
Um gênio não pelos poemas ou pelas músicas. Um gênio que sabia a importância de se conviver cercado por pessoas.
Pessoas que lhe serviam de inspiração para a vida.
E Vinicius era tão genial que quando não se cercava de outros gênios, fazia que os anônimos fossem gênios iguais a ele.
Um gênio popular, sem superexposição, sem ostentação, sem mais delongas podemos considerá-lo uma das melhores figuras do século XX no Brasil.
Observando o documentário, teve uma vida sem stress, apesar das tantas mulheres que teve.
Mulher muitas vezes contestadas, mas poucas vezes entendidas como chama da paixão pela sua poesia e alimento para inspiração.
Se fosse qualquer outro homem seria considerado um cafajeste, mas era Vinicius de Moraes, com um poema triste, ou um samba dizendo que amor só é bom se dor, tudo ficava certo, e ele com seu cão engarrafado continuava sua caminhada.
Agora com novas inspirações para sua obra.
Acima de tudo, um gênio.
Vinicius não foi o único gênio da música, temos tantos outros.
Mas esses gênio que cercavam Vinicius sempre tinham uma coisa em comum.
Eram Bon Vivant.
Eram bons de copos, adorava ficar horas em bares discutindo sobre música, ou simplesmente bebendo.
Esse era Vinicius de Moraes.
Um homem iluminado, iluminado pela poesia, pela música. Um homem perigoso, que faziam destas artes arma para sua sedução. Diga-se de passagem, que eram armas de destruição em massa no caso dele.
Quando encontramos pessoas como Vinicius, alguns pecados mortais passam a ser pequenas travessuras, passam a ser aventuras, deixam de ter importância e tornam-se corriqueiros.
Coisas que só semi-deuses conseguem.
Sim, Vinicius chegou a este patamar de semideus.
Os maiores ídolos da música popular brasileira, com mais de 30 anos de carreira o tem como ídolo. Nós meros ouvintes e fãs temos que colocá-lo no patamar de semideus.
Temos que cultuar Vinicius, pela importância de sua história, pela herança musical deixada.
Vinicius é fonte de inspiração, é a inveja saudável necessária para novos poetas.
Gênios como ele não pode deixar de ser lembrado um dia se quer nas rádios de todo o Brasil, temos que ensinar nas escolas com poesias de Vinicius, e de outros poetas nacionais.
Poesia deveria ser ensina, não como hoje em dia que mostram três ou quatros poemas para alunos do ensino médio pré vestibular. Mas na formação acadêmica das crianças, para serem adultos mais cultos, seres humanos pensantes, e não apenas mão de obra especializada.
Vinicius e Moraes é cultura, e dever-se-ia mostrar as crianças brincadeiras possíveis com as palavras.
Brincadeiras que o gênio Vinicius fez até o dia em que virou um imortal na memória da cultura brasileira.
E que ensina a todos uma lição: “que é melhor ser alegre o que ser triste”.
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