quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Respeito ao ouvido alheio

Caramba,
Cadê o respeito ao ouvido alheio?
Porque o cara ao lado acho que tenho que gostar da música que ele gosta?
E porque o cara do lado dele tenta colocar o som mais alto para encobrir o som do carro do lado.
Não existe a lei do silêncio, uma lei que limita o volume de som?
Uma caminhada tranquila pela praia é algo impraticável, apenas ouvindo o som do mar. Puro luxo!
Sempre há uma melodia repetitiva enaltecendo o popozão da popuzada e falando para ir até o chão. Ou poem a mão ali, desce a mãe para ali e da uma roladinha até o chão. Mas gosto dos gritos de incentivo dos cantores baianos, fazendo o multidão acreditar que consegue sair do chão.
Não acredite na possibilidade de um fone de ouvido. O humilde poder do seu pobre equipamento de som será vencido pela potente caixa de som do carro que está passando ao seu lado.
A palavra respeito, o conceito: o meu espaço termina quando começa o do outro. Bobagem!
Se não gosta do som alto, fique em casa. Se não houver um vizinho com um ótimo equipamento de som e um bom gosto musical, sorte sua.
Mas não acredite na pobre e doce ilusão do respeito ao ouvido alheio.

É uma tribo de habito parecidos entre seu membros.
Deixo uma questão.
Você já ouviu um rapaz, com seu carro rebaixado, insulfilmes nos vidros passar ao seu lado tocando um chico buarque, caetano veloso ou popularizando um pouco, até mesmo uma Ana Carolina?
Pois é!
São sempre os mesmo estilos de som.
E nós, que gostamos de uma boa melodia, uma boa letra e uma voz suave, que nos faça lembrar de algo bom. Aonde ficamos, como faremos?
Ficamos condenados ao mau gosto e a falta de educação dos alheios.
Não acho que deve haver um silêncio total na rua, que as pessoas não possam escutar sua músicas. Só acho que não tenho que conseguir escutar uma música que não quero escutar a dois quarteirões de distância somente porque o bonito do carro ao lado acha que seu equipamento de som deva estar ao máximo volume para demostrar sua masculinidade sonora em seu potente carro rebaixado.
Quando não há o bom senso geral, como na maioria das vezes não há. até porque se bom senso e respeito existe não seria necessário as leis e advogados. Seria necessário uma regulamentação e fiscalização sobre a limitação de volume de som.
Gente, respeito ao ouvido alheio.
Vamos ser civilizados.

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