quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aprendendo a rezar

Estou com essa esquizofrenia gostosa de andar rezando
De lá pra cá, de cá pra lá, varrendo o chão ou cozinhando
Dando boa noite e bom dia, pedindo licença pra entrar
Saudação ao sair, sabendo que tem um povo a me acompanhar
Descobri que se o mundo é redondo ele tem que girar
Olho pra cima, peço axé, abaixo a cabeça para firmar
Paro de frente, abro os braços, e peço saravá
Abre as mãos, os olhos se fecham e começam o trabaiá
Na minha fé a reza é bonita, a reza é cantada e de palma na mão
E feita uma roda, de pessoas e almas, tudo na mesma união
Rezamos por nós, pelos que nos acompanham, por luz e por paz
Recebendo a bênção, pedindo limpeza as forças dos orixás
Em corpo presente peço as almas, a sabedoria dos Pretos
Não só dos velhos, também as crianças e dos caboclos
Batedores dos ombros saudou as entidades e dizemos saravá
E na terça que vem, irmãos se abraçam e continuamos a cantar

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